quinta-feira, 21 de maio de 2009

Pó e água

Tivemos uma longa conversa. Janette contou-me as suas aventuras por terras brasilis. Confesso que delirei, mas fiquei igualmente chocada com o que Alex lhe revelou. Bem sei que o mundo é uma caixinha de surpresas, por vezes cruel e que, onde menos esperamos, encontramos as maiores surpresas. Sim, porque se esperássemos não seriam surpresas, óbvio. No entanto encontrei Janette muito abatida. Tão abatida que quando lhe disse que havia dias que não lia um post dela no GT ela me pediu, “por favor Clarisse, escreve hoje por mim”. Fiquei um bocado sem jeito pois, além das confidências, estivemos também a remexer umas quantas velhas malas que tinham vindo de Angola e que, talvez bem contados, haveria quase trinta anos que ninguém lhes tocava mas do seu conteúdo só Janette tem autoridade para revelar. Depois, exaustas e cheias de pó, seguimos directas para debaixo do chuveiro.

O dia estava tépido. Não mais do que vinte e cinco graus o que convidava a um banho no mínimo à temperatura do corpo. A torneira termostática ajudaria a que não nos preocupássemos com a mistura de água. Concentramo-nos em nós próprias. Abraçamo-nos enquanto a água corria pelos nossos corpos. E beijámo-nos. Beijámo-nos muito. Tinha saudades daquela pele. Depois lentamente fui deslizando pelo seu corpo. Beijei-lhe os seios lânguida e docemente. Janette gemia baixinho. Imaginava-lhe toda a tesão no rosto pois não o podia ver, já que estava num plano mais abaixo e ela tinha também inclinado a cabeça para trás, mas sentia-lhe o sangue correr nas veias e com um ligeiro toque de dedo no clitóris senti-lhe também o seu pulsar. Desci um pouco mais, bolinei-lhe o umbigo, duas, três voltas com a ponta da língua, mas não me detive. Só parei na sua vagina que misturava a água do chuveiro com a doce emanação do seu interior. Chupei-a e lambi-a, como nunca. Para mim era sempre como nunca pois cada vez que fazíamos amor era como se fosse a primeira vez. Janette veio-se na minha boca. Não esperei retribuição. Janette estava demasiado cansada. Abracei-a de novo antes de ajudá-la a espalhar o gel de banho no corpo.

Clarisse, Maio de 2009.

5 comentários:

  1. Desculpem, mas estou estarrecido com a cena. Não dá pra não imaginar. Janette e Clarissa é bombástico demais pra moi.

    Bruxinha, e então, a coisa da contribuição ainda está de pé? Aliás, expressãozinha que versa com o blogue. Desculpe o trocadilho. :)

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  2. É... Parece que Janette estava cansada mesmo, né?... :)

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